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Em avaliação feita por Isabella Nunes, economista da coordenação de indústria do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a indústria no Brasil continua sua recuperação, mas os efeitos da crise financeira diante do setor só passarão quando houver a retomada do patamar percebido em setembro do ano passado.
Para Isabella, o baque acumulado de 12,1% na produção, entre janeiro e agosto, é o maior para a temporada desde o início da série considerada histórica, que aconteceu há 18 anos, em 1991.
O resultado, porém, foi tracionado, principalmente, pelos bens duráveis, de acordo com a economista, pois, para ela, os benefícios propostos pelo governo, tais como a isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos e eletrodomésticos –fogões, lavadoras e geladeiras – contribuíram para o saldo.
Por Luiz Felipe T. Erdei
