Desvalorização do dólar gera prejuízos aos fornecedores nacionais de autopeças
A valorização do real diante do dólar começou a surtir efeitos para os fornecedores do segmento automotivo, considerado, um setor sensível para a economia devido ao grande número de empregos com qualificação por ele gerado. De acordo com José Rubens de La Rosa, diretor-geral da Marcopolo, esse câmbio coopera para a desindustrialização brasileira, pois muitas peças são feitas sob encomenda, com relacionamentos de longo prazo.
Por conta disso, autopeças importadas passaram a ser o principal foco das montadoras nacionais. A Marcopolo já tomou decisões: interrompeu o fornecimento de peças para suas filiais no exterior e passou a buscar alternativas logísticas com a finalidade de aumentar a participação de peças estrangeiras para suas fábricas no Brasil.
A Agrale, fabricante de tratores, deu início a uma revisão de todo o seu leque de fornecedores. Edson Martins, diretor de suprimentos da companhia, afirmou que o objetivo da empresa é reduzir o número de parceiros em 25% até o final do próximo ano. Dados indicam que os fornecedores estrangeiros respondem por 10% das compras da Agrale, porém, a propensão é de que ganhem mais participação.
Por Luiz Felipe T. Erdei

