A partir de uma meta que será conduzida ao Congresso Nacional nos próximos dias, a taxação da caderneta de poupança terá por fim equacionar futuros desequilíbrios no mercado, na medida em que as aplicações se tornam mais interessantes. É o que revelou Nelson Barbosa, secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda.
Para ele, no atual momento não há como destilar possibilidades de estimulação de fundos de investimentos, tais como a redução de sua taxação, mas não existe um possível descarte de qualquer hipótese.
A verdade é que o momento pede maior cautela, pois o Brasil caminha a passos curtos, ora largos, rumo a um equilíbrio financeiro mais estável. Perguntado por jornalistas, Barbosa afirmou que sempre se analisam fundos, mesmo que na atual conjuntura, conforme já mencionado, não seja possível a tomada de decisões.
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O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, afirma que “é inaceitável a interrupção na trajetória de queda dos juros”. Para ele, o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) deve estar trabalhando com a possibilidade de que a crise já foi superada.
De acordo com Armando Monteiro Neto, essa análise do Copom é irreal. “A indústria ainda sofre os efeitos recessivos que a crise provocou”, complementa, ressaltando que “a completa superação da crise ainda está distante, apesar dos sinais de recuperação que identificamos”.
Uma prova de que a crise ainda persiste é analisar com cuidado os Indicadores Industriais da CNI. Segundo o presidente da Confederação, pelo oitavo mês consecutivo vem sendo registradas quedas no número de empregos naquele setor. Ele garante, ainda, que “o nível de utilização da capacidade instalada na indústria ainda está muito abaixo do registrado antes da crise”.
Segundo a CNI, os novos projetos de investimento estão travados, à espera de uma mudança no cenário econômico, e a expansão da capacidade produtiva só será retomada com uma taxa de juros menor que a atual.
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O COPOM (Comitê de Política Monetária do Banco Central) decidiu manter a taxa básica de juros do país, a Selic, em 8,75% ao ano, interrompendo uma sequência de cinco cortes consecutivos, iniciados em janeiro deste ano. A decisão, já esperada pelo mercado financeiro, reforça a idéia de que o Banco Central não efetuará mais cortes na taxa básica este ano. Para 2010 especialistas acreditam em aumento dos juros, em função da retomada nas taxas de crescimento econômico.
Desde janeiro de 2009, quando a Selic era de 13,75% a.a, a taxa já perdeu 5 pontos percentuais. Mesmo assim, o Brasil ocupa a quarta posição entre os países com taxas de juros real (descontando-se a inflação) mais altas do mundo, ficando atrás apenas da China, Tailândia e Argentina.
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O BCE (Banco Central Europeu) manteve a taxa de juros da Zona Euro operando a 1%. O objetivo é aproveitar os sinais de estabilização da economia para reativar o mercado de crédito.
Analistas já previam a decisão e esperam que este patamar baixo dos juros se mantenha até meados de 2010.
Para efeito de comparação, a taxa SELIC, que é a taxa de referência – e, por isso, a menor do Brasil -, é atualmente 8,75% ao ano e é um índice historicamente baixo.
Porém, uma estimativa feita pela Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade) indica que o juro cobrado no comércio brasileiro é praticado em 106% ao ano.
por Diego Diniz
Admin Anefac, Banco Central Europeu, Taxa de Juros, União Européia