Economia Brasileira – Medidas para manter o crescimento

8, dezembro, 2011

Ao contrário do que pensava muita gente, a crise econômica que atinge a Europa, especialmente Grécia, Portugal e Espanha, com ameaças pairando sobre a Itália também, contribuiu para a estagnação no ritmo de crescimento do Brasil no último 3º trimestre.

Outro fator impactante foi a redução no ritmo do consumo das famílias, o que está ligado em parte à crise econômica europeia, e em parte à política de juros do Banco Central.

Esse movimento já era esperado pelo Governo Federal, de forma que quase simultaneamente ao anúncio da estagnação no crescimento econômico, foram anunciadas medidas de incentivo com a redução do IPI que incide sobre produtos da chamada "linha branca" que inclui geladeiras, fogões, microondas e máquinas de lavar.

Essa medida se soma à outra já anunciada pelo Governo Federal, com a redução do IPI para carros até 2016.

Com essas duas medidas e mais o recente movimento de queda na taxa de juros, orquestrada pelo Banco Central, o Governo espera reativar a economia e manter o ritmo de crescimento que o país vinha tendo, o que será fundamental para que o Brasil possa ser menos impactado pelos possíveis desdobramentos da crise europeia.

Por Luiz Moreira

Brasil, Crescimento Econômico, Economia, IPI

Crise na Europa – BCE cria Mecanismos para Proteger Bancos

8, dezembro, 2011

O BCE (Banco Central Europeu) anunciou hoje um novo mecanismo para proteger os bancos europeus dos possíveis desdobramentos da crise econômica iniciada na Grécia. São medidas que garantirão a oferta de recursos a preços e prazos bastante acessíveis, mesmo para as instituições financeiras que eventualmente estejam em maior dificuldade.

Os recursos poderão ser tomados na forma de empréstimos, com prazo de pagamento para 36 meses, mais 1 ano de carência (1 ano para começar a pagar a primeira parcela). Isso é tempo suficiente para que um banco em dificuldade reestruture suas operações e se erga novamente.

Como medida adicional e visando aumentar o giro de capital dos bancos, o BCE reduziu o Reserve Ratio (mecanismo similar ao depósito compulsório aplicado pelo Banco Central do Brasil às instituições bancárias que operam no país) de 2% para 1%.

Com essas medidas a expectativa é que as instituições bancárias possam manter-se firmes, suportando efeitos como a fuga de capitais e a elevação no número de saques das contas de seus clientes.

 

Por Luiz Moreira

Banco Central Europeu, Bancos, Crise Europa, Notícias

Economia Brasileira – Momento certo de realizar investimentos

2, dezembro, 2011

Em momentos tensos como os de hoje, em que uma crise econômica mundial paira no ar outra vez, nos indagamos instigados: o que podemos fazer para nos esquivar das dificuldades e ainda sair por cima?

Segundo  Rodolfo Lorenzato, autor do livro "Como investir seu dinheiro", é possível usufruir momentos críticos para começar a investir com baixo capital inicial.

Claro que para obter sucesso, antes, é preciso embasamento econômico e fazer uma boa pesquisa sobre o assunto.

“A expectativa é que haja apenas uma desaceleração. O Brasil deve crescer em um ritmo mais lento, com certeza será positivamente”, afirma Roberto Castello Branco, diretor de relações com investidores da Vale.

Mas, e agora? É hora de “segurar as calças” ou “sair à caça” de bons investimentos?

A resposta é imparcial, o momento é propício para comprar e investir, pois a taxa de juros (Selic) baixou para 11% e, segundo especialistas, essa política de afrouxamento monetário tende a perdurar até o final de 2012. O percentual já é significativo. No entanto, ainda é praticamente o dobro da taxa de imposto cobrado na Hungria, que ocupa o segundo lugar no ranking mundial dos países que cobram mais impostos.

A dica é aguardar, pois até a metade do ano que vem a taxa de juros poderá ter caído ainda mais e, o que hoje é uma preocupação, amanhã poderá significar uma nova fase com grandes perspectivas para todos.

Por Gabriel Motta

Fonte: Banco Central

Brasil, Economia, Investimentos

Novo Teto para Classificação de Micro e Pequenas Empresas em Pernambuco

21, novembro, 2011

O Governador Eduardo Campos anunciou no dia 16/11/2011 que o novo teto para que um negócio receba a classificação de micro ou pequena empresa será 3,6 milhões anuais. O que fará com que as pequenas e as microempresas de Pernambuco comemorem, e invistam, no ano de 2012.

A decisão foi anunciada no Fórum Permanente, que visa discutir propostas políticas que venham colaborar com o crescimento do setor, que hoje gera 74% dos empregos de Pernambuco, como informa o site www.pernambuco.com.

Conforme a decisão, espelhada em definições dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, os negócios que arrecadam valor abaixo de 30 mil/mês serão classificados como microempresas, já as empresas que arrecadam um valor menor que 300 mil/mês serão classificadas como pequenas empresas.

Campos afirmou que a ousadia está sendo colocada em prática, pois o objetivo é o de fazer a promoção e distribuição de renda e oportunidade.

O foco do Fórum Permanente da Micro e Pequena Empresa é especificamente este, o de proporcionar o equilíbrio entre a possibilidade de gerar o crescimento destes negócios com o desenvolvimento do estado.

Por Mônica Palácio

Empresas, Micro e Pequenas Empresas, Notícias, Pernambuco

Matriz Insumo-Produto – Pesquisa para verificação econômica é realizada em Mato Grosso

18, novembro, 2011

O Imea (Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária) juntamente com a UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso) utilizaram-se de uma ferramenta que apoia o planejamento de políticas públicas, chamada Matriz Insumo-Produto de Mato Grosso, que permite fazer a verificação dos setores influentes, geradores de produção/renda/emprego. É o que informa o site www.sonoticias.com.br.

Margarida Garcia de Figueiredo, professora da UFMT (Faculdade de Economia do Mato Grosso), é quem coordena a pesquisa. Ela afirma que este tipo de trabalho faz a avaliação das atividades econômicas de Mato Grosso e confirma sua importância.

São retratados no estudo os setores fundamentais para a economia do Estado. Apesar da economia de Mato Grosso apresentar como característica a dinamicidade, este trabalho permite identificar certos indicadores, como o de renda, produção e fazer um registro dos gargalos econômicos do Mato Grosso.

Para fazer a verificação destes setores, a pesquisa faz uso de índices que apontam as atividades que mais interagem (compra/venda) com outros setores.

A pesquisa é fundamental para fazer o mapeamento da região e mostrar quais são as atividades na economia do Mato Grosso, que exercem grande representação. O trabalho ainda permite apontar segmentos/setores que podem sofrer grande exploração, e que por hora este fato ainda não tenha ocorrido.

De 78 setores, 36 apresentaram estar acima da média, sendo assim, são considerados importantes por apresentarem poder de demanda, ou seja, adquirem muitos produtos de outro setor, considerando que: índice maior que um = setor avaliado acima da média.

Sendo assim, a Matriz Insumo-Produto de Mato Grosso, mostra-se uma importante ferramenta para mapear economicamente a região. 

Por Mônica Palácio

Economia, Mato Grosso, Pesquisa

Standard & Poor’s eleva Nota de Risco do Brasil

18, novembro, 2011

A Standard & Poor's elevou, no dia 17 de novembro, o risco soberano de longo prazo do Brasil para BBB. A nota brasileira era BBB-. Isso significa que o país tem qualidade média de investimento na avaliação de profissionais consultados pela agência. 

A avaliação repercute positivamente no cenário econômico brasileiro, já que o país avança dentro de uma crise econômica mundial. O risco de longo prazo da moeda foi elevado de BBB+ para A, enquanto os ratings de curto prazo permaneceram em A-2 para moeda local e A-3 para moeda estrangeira.

Em nota, a agência afirmou que a administração da presidente Dilma Rousseff mantém o compromisso com as metas fiscais, além de se valer de instrumentos de política monetária a fim de influenciar a economia interna. A perspectiva do país é estável. 

Em outubro, a agência Fitch confirmou a nota de risco brasileira em BBB, também com perspectiva estável. A japonesa R&I Japan também já havia elevado a nota do Brasil.

As notas de crédito são publicadas a partir da situação financeira do país, das condições do mercado mundial, além da opinião de vários especialistas.

Por Lorena Matuziro

Brasil, Economia, Notícias, Riscos

Ambev – Lucro no 3º trimestre de 2011

11, novembro, 2011

A Ambev registrou aumento de 1% na participação no mercado brasileiro de cervejas e aumento de 12,9% no EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), que saltou para R$ 2,99 bilhões no último trimestre.

Embora os números sejam positivos, os resultados da empresa não convenceram. Especialistas acreditam que o papel, cujo fechamento no dia 9 de novembro ficou na casa de R$ 57,50, está caro.

A variação do dólar, que no começo do trimestre era cotado em R$ 1,60 e terminou em R$ 1,85 fez com que a companhia perdesse nas operações ‘inter companies’, o que, por consequência, comprometeu o resultado financeiro no período, deixando-o negativo em R$ 306,3 bilhões. Em 2010, no mesmo período, a Ambev registrou resultado positivo em R$ 48,1 milhões.

No mercado de ações, a companhia apresenta uma valorização de 18,9% no acumulado do ano, período em que o Ibovespa registrou uma queda de 163%.

A inflação registrada no período contribuiu com o aumento de 7,3% das despesas com vendas gerais e administrativas. O volume do produto vendido por hectolitro subiu para 1,6%, o que corresponde a um aumento de 39,9 milhões de hectolitros.

Por Lorena Matuziro

2011, AmBev, Lucro, Notícias

BM&FBovespa apresentou lucro líquido estável no 3º trimestre de 2011

10, novembro, 2011

O lucro líquido da BM&FBovespa no terceiro trimestre deste ano é de R$ 292 milhões, considerado estável em relação ao mesmo período de 2010.

Entre os meses de julho e setembro deste ano, a receita líquida da empresa obteve uma variação positiva de 0,9%, saltando para R$ 493,7 milhões. Entretanto, a Receita Federal contesta a operação que resultou em ganho fiscal para a BM&FBovespa.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, medidos pelo Ebitda, da companhia subiu para R$ 347,5 milhões, com uma alta de 2,5%. O índice tem uma margem de 70,4%, contra os 69,2% do mesmo período do ano passado.

Devido à crise que afeta países na Europa, o orçamento de investimentos, que antes girava entre R$ 235 milhões e R$ 255 milhões, foi revisado, e a companhia espera que fique no intervalo de R$ 180 milhões a R$ 210 milhões.

A BM&FBovespa aprovou o pagamento de R$ 233,6 milhões em dividendos. O pagamento deve ser feito no dia 31 de janeiro de 2012, baseado no registro de acionistas de 17 de novembro deste ano. O montante a ser pago equivale a 80% do lucro líquido contábil.

Por Lorena Matuziro

2011, Bovespa, Lucro Líquido, Notícias

Brasil – Exportação do café apresentou crescimento em 2011

9, novembro, 2011

Embora a produção cafeeira no Brasil tenha caído, as exportações atingiram uma receita de US$ 7,01 bilhões nos últimos dez meses. Os dados são do CeCafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil) e foram divulgados na última terça-feira (8/11). O montante representa um crescimento de 61% em relação ao mesmo período do ano passado. 

O volume exportado nos quatro primeiros meses da safra 2011/12, que iniciou em julho, é inferior ao registrado na safra 2010/11 em 9%. Entretanto, a alta nos preços internacionais fez com que os três milhões de sacas embarcadas em outubro atingissem um montante de US$ 870,988 milhões, 32,8% superior ao registrado um ano antes. 

Aproximadamente, 27,35 milhões de sacas de café brasileiro foram exportados no acumulado do ano, o que representa um aumento de 4% em relação ao mesmo período de 2010. 

O Brasil é o maior produtor e exportador de café do mundo. Na safra 2008/09, foi responsável por 36% da produção mundial.

Produzido em quatorze Estados, o café está presente em quase dois mil municípios, empregando mais de oito milhões de pessoas. Essa diversificação na ocupação geográfica permite que o país produza diferentes tipos e espécies do produto, tornando-o um diferencial no exterior.

Para mais informações, clique aqui.

Por Lorena Matuziro

2011, Brasil, Exportação, Notícias

Relatório Hypermarcas – Balanço do Terceiro Trimestre de 2011

7, novembro, 2011

O balanço trimestral da Hypermarcas, divulgado ontem (6/11), aponta prejuízo de R$ 190,5 milhões no terceiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado, quando o lucro líquido foi de R$ 78 milhões.

A receita líquida da empresa, entretanto, cresceu 10,4% em relação ao mesmo período do ano passado, saltando para R$ 908 milhões. O EBITDA (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) deste ano foi revisado, e a estimativa é de que atinja o patamar de R$ 700 milhões.

Para justificar os números, a Hypermarcas apontou a “continuidade da deterioração do cenário macroeconômico externo, principalmente pela intensificação da crise financeira na Europa, com impactos cada vez mais claros no Brasil”. A empresa também assinalou a desaceleração do crescimento econômico brasileiro, cuja previsão, em 2010, era de 4,5% ao ano, mas hoje atingiu o patamar de 3,3% ao ano, segundo pesquisa Focus do Banco Central. A inflação de 6,5% também influenciou os resultados.

“Acreditamos que este cenário afeta as decisões de compras de nossos clientes (sell in), principalmente os distribuidores e atacadistas”, afirmou a empresa em relatório.

A Hypermarcas ressaltou, entretanto, que seus produtos independem de crédito, além de ter um preço médio baixo, e que, portanto, esses dados não refletem na queda significativa da demanda final de seus produtos.

Clique aqui e leia o relatório.

Por Lorena Matuziro

Hypermarcas, Lucro Líquido, Notícias, Receita Líquida