Maiores economias mundiais – Brasil está em 6º lugar

27, dezembro, 2011

Através de um estudo da consultoria britânica CEBR (Centro de Economia e Pesquisa em Negócios), os jornais Daily Mail e The Guardian anunciaram que a economia brasileira superou a economia do Reino Unido. Com isso o Brasil se coloca em sexto lugar dentre as maiores economias do mundo. Os cinco primeiros lugares são ocupados por China, Japão, Alemanha, França e Estados Unidos.

O índice utilizado pelo estudo é o PIB (Produto Interno Bruto), soma de todas as riquezas produzidas pelo país no período de um ano. Ao final deste ano o PIB brasileiro será de US$ 2,4 trilhões.

Segundo o jornal The Guardian, o CEO (chefe-executivo) do centro de pesquisas responsável pelo anúncio afirmou:  "O Brasil tem batido os países europeus no futebol por um longo tempo, mas batê-los na economia é um fenômeno novo". Segundo Peter Slowe, ex-conselheiro econômico do governo britânico, o poder econômico brasileiro ultrapassou a Grã-Bretanha devido ao enorme potencial econômico do povo brasileiro, além da variedade de recurso naturais em nosso território.

Curiosamente a crise econômica contribuiu para o salto brasileiro no ranking, pois colocou a economia britânica em recessão. Paralelamente, o Brasil aumentou suas exportações para os países em desenvolvimento, especialmente a China, grande compradora de matérias-primas básicas, como o minério de ferro.

Por Lucas Ferreira

Brasil, Economia, Notícias, Ranking

Indústria de Etanol – EUA encerra Pagamento de Subsídios para Produtores Locais

26, dezembro, 2011

O Governo dos Estados Unidos anunciou nesta semana uma medida que deve alavancar as exportações da já bem sucedida indústria do etanol no Brasil.

A legislação norte-americana que prevê o pagamento de subsídios para os produtores de cana-de-açúcar locais, deixará de valer no dia 31 de dezembro. Isso acarreta no corte do imposto de US$ 0,54 cobrado sobre cada 3,78 litros de etanol importado. As informações foram divulgadas na sexta-feira (23/12) em nota publicada no site da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica).

Foram três décadas de rigorosas leis protecionistas criadas para fortalecer a indústria doméstica de etanol, tarifando a entrada do produto importado e, dessa forma, dificultando sua competitividade.

Agora, o maior mercado de combustíveis do mundo está aberto para os produtores brasileiros.

“A indústria doméstica de etanol evoluiu, políticas progrediram e o mercado mudou, fazendo com que este seja o momento certo para o fim dos incentivos”, comentou a organização americana Renewable Fuels Association (Associação de Combustíveis Renováveis) em comunicado oficial.

Para o presidente da Unica, Marcos Jank, este é um momento em que Brasil e Estados Unidos devem trabalhar juntos para a criação de um mercado global de etanol e incentivar o resto do mundo para que produza e utilize mais o combustível, que polui menos do que o petróleo e é considerado uma fonte renovável de energia.

Nos Estados Unidos, a principal matéria prima para a produção do etanol é o milho. Já no Brasil, a cana-de-açúcar é a principal matéria prima para produção do combustível. Juntos, os dois países correspondem por 80% da produção mundial.

Ainda segundo Jank, com o fim dos obstáculos criados pelas tarifas nos EUA, será possível investir em outras fontes de biocombustível e fortalecer ainda mais o setor sucroenergético nacional.

Por Gabriel Spenassatto

Brasil, Combustíveis, Estados Unidos, Etanol

Crise na Europa – Fitch pode Rebaixar a Nota de Países Europeus

19, dezembro, 2011

A agência de classificação de riscos Fitch ameaçou hoje (16/12/2011) rebaixar as notas da França, Espanha, Itália, Bélgica, Irlanda, Eslovênia e Chipre. De todos esses países, França, Espanha e Itália são os casos mais sérios sobre o ponto de vista macroeconômico, visto serem economias com maior peso.

As agências de classificação tem sido alvo de duras críticas devido à ação aparentemente muito mais política do que propriamente ligada aos interesses econômicos, mas mesmo assim continuam sendo capazes de abalar o mercado com suas análises e revisões na classificação de empresas e países.

A questão é que a Europa vive um momento delicado, tentando encontrar soluções para problemas de grandes proporções, e principalmente tentando encontrar meios de reverter, ou pelos menos minimizar, o movimento de queda dos mercados, o que poderá levar a uma recessão ao longo de 2012.

Seja como for, as agências de classificação de risco lançam suas ameaças de rebaixamento ao mesmo tempo em que observam a movimentação dos chefes de governo e ministros da economia, todos empenhados no projeto de resgate do Euro, a moeda comum europeia, que passa por um momento de incertezas.

Por Luiz Moreira

Crise Econômica, Crise Europa, Europa, Notícias

Petróleo – Alta na produção fará o preço diminuir em janeiro de 2012

16, dezembro, 2011

Após a decisão da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) em aumentar a produção de petróleo para até 30 milhões de barris por dia, o preço do produto despencou 5,18% para as entregas em janeiro (dados para o Petróleo Intermediário do Texas ou WTI).

Essa decisão representou a primeira elevação na produção em cerca de três anos, já que desde o início da crise econômica mundial em 2008, a entidade não modificava o volume de petróleo produzido diariamente.

A medida envolve também o Iraque e a Líbia, muito embora este último ainda necessite regularizar sua produção, que apresentou uma queda brusca durante a queda civil que culminou com a morte do ditador Muammar Kadafi. 

Essa redução dos preços não deve impactar, a princípio, no custo dos insumos para o consumidor (gasolina e derivados de petróleo), já que as variações são constantes, e eventualmente podemos ter um aumento em função de variações no volume produzido por outros países, como Rússia e Venezuela, por exemplo.

De qualquer modo isso pode representar um alento para as combalidas economias europeias e também para os Estados Unidos, que sofrem com uma prolongada crise e necessitam de formas para gerar receita e economizar recursos.

Por Luiz Moreira

Notícias, Petróleo, Preços

Banco Central – Números da Economia Brasileira no 3º Trimestre de 2011

16, dezembro, 2011

Nesta quarta-feira (14/12/2011), foram divulgados pelo Banco Central os dados da economia nacional no terceiro trimestre de 2011. Os números respectivos a outubro e ao terceiro trimestre apontam uma retração de 0,32%.

Em novembro, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) estacionou nos 138,61 pontos, enquanto que nos meses anteriores (agosto e setembro) a capitalização brasileira apontou uma retração de 0,11%. O índice indicou a acréscimo de 3,04%, chegando a avançar 3,39% nos últimos 12 meses.

Medidas mais enérgicas estão sendo adotadas pelo Governo Federal, como planos inéditos de crescimento, a fim de controlar o declínio da atividade econômica. Uma das determinações é a redução nos impostos dos eletrodomésticos (linha branca), visando estimular a venda.

Em novembro, foi acatada pelo Banco Central a diminuição da Selic (Sistema Especial de Liquidação e de Custódia) em 11% ao ano.

Guido Mantega, ministro da Fazenda, explicou que a economia do país está se recuperando, e até o fim de dezembro, deverá voltar a alavancar.

Espera-se que a economia brasileira alcance um crescimento entre 4% e 5% em 2012.

Por Rachel Bressan

Banco Central, Brasil, Economia, Notícias

Bolsa de Tóquio – Nikkei registra queda acentuada – 15 de Dezembro de 2011

16, dezembro, 2011

A Bolsa de Tóquio, no Japão, retrocedeu para o índice mais baixo em duas semanas. Acredita-se que o declínio nas tarifas das commodities e as apreensões referentes às complicações da dívida soberana europeia foram os fatores que culminaram na queda da Bolsa.

Hoje (15/12/2011), o Nikkei teve um prejuízo de 141,76 pontos (1,7%), e depois de uma baixa de 0,4% na sessão anterior, encerrou o dia aos 8.377,37 pontos. Entre as últimas seis sessões, esse foi o quinto pregão negativo, apresentando perda de 4% no momento.

Segundo o supervisor de estratégia de investimentos da Okasan Securities, Hideyuki Ishiguro, o mercado está continuamente mais averso aos riscos.

A queda é liderada pelas ações mais susceptíveis aos efeitos da desaceleração da economia global. O estaleiro Nippon Yusen caiu 4,6%, enquanto a Mitsui OSK Lines registrou queda de 5,5%. Entre as empresas de tecnologia, a Tokyo Electron caiu 3% e a TDK baixou 4,4%. Já entre as fabricantes de máquinas, a Hitachi Construction Machinery registrou queda de 4,1%, enquanto a Komatsu despencou 4,2%.

Ao recuar 21%, a Olympus teve a maior perda no Nikkei (amargando a pior baixa da empresa desde o dia 8 de novembro). Por ter feito a correção de vários balanços, a Olympus escapou, por enquanto, do desligamento da lista de Tóquio.

Por Rachel Bressan.

Bolsa de Tóquio, Japão, Nikkei, Notícias

Banco Central divulga Relatório Focus – Previsões para 2012

12, dezembro, 2011

O Banco Central divulgou nesta segunda-feira (12/12/2011) um relatório de mercado, o FOCUS, onde informa o avanço econômico no ano de 2011 e as estimativas de crescimento para o próximo ano.

Atualmente o Brasil segue um regime de sistema de metas e o Banco Central tem como objetivo estabilizar os juros, caso contrário não conseguirá realizar as metas que já estão pré-estabelecidas para o ano de 2012.

Para o próximo ano o BC precisa controlar a inflação de até 4,5%, com transigência de até dois pontos percentuais para mais ou para menos. Assim, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), pode atingir de 2,5% a 6,5%, sem descumprir a meta.

Segundo economistas, o mercado financeiro irá recuar em 2012, com taxa de 10,50% no mês de janeiro, 10% em março e finalmente 9,50% ao ano no mês de abril, fechando neste percentual.

Ainda segundo os mesmos, o PIB também teve queda de 3,09% para 2,97%. Sendo esta a terceira baixa sucessiva, tendo como principal motivo o não reestabelecimento financeiro internacional com a queda do dólar, tal fato afetou também o Brasil que não teve nenhum aumento no PIB neste terceiro semestre do ano de 2011.

O relatório prevê estabilidade comercial para o ano de 2012, com aumento nas exportações e avanço na balança comercial, pois no ano de 2011 os dados foram de US$ 17 bilhões para US$ 17,45 bilhões de superávit.

Por Aline Gomes

Banco Central, Brasil, Notícias, Relatório Focus

Reino Unido – Preocupações com sua economia

12, dezembro, 2011

O Reino Unido está sendo duramente criticado por comentaristas no mundo todo pelo fato de não querer assumir qualquer compromisso que envolva auxilio a estabilização do Euro, moeda comum praticada pela União Europeia, mas não adotada pelo Reino Unido.

Nesse momento, em que as economias enfrentam sérias dificuldades devido às elevadas dívidas de alguns governos associadas à falta de crescimento econômico e à alta no desemprego, os países do bloco buscam união e principalmente consenso em torno de medidas que poderão reverter o viés de queda, minimizando os impactos de uma provável recessão já em 2012.  

O Reino Unido, que não adotou o Euro como moeda, está se mantendo alheio às discussões e prefere focar em seus próprios problemas internos, que também são bastante graves, já que as economias estão todas interligadas.

As divergências se acentuaram bastante nos últimos meses, especialmente porque ninguém quer pagar a conta que vai sobrar, seja qual for o acordo. Grécia e Portugal não têm dinheiro em caixa, e alguém vai ter que pagar essa conta, e mais outras que certamente aparecerão conforme a crise se desdobrar.

Por Luiz Moreira

Economia, Europa, Notícias, Reino Unido

Mecanismo Europeu de Estabilidade – Acordo visa novas regras para a zona do euro

12, dezembro, 2011

No dia 09 de dezembro de 2011 a Europa deu um grande passo e se manteve firme na proposta de ir adiante com seu projeto de união fiscal em prol da preservação do euro.  A reunião ocorreu em Bruxelas, onde os lideres da União Europeia assentiram em procurar uma fusão maior, com regras orçamentárias mais ríspidas para a zona do euro.

Nem todos concordam com os novos rumos, a Grã-Bretanha recusou-se a participar do bloco, pois exige abonação documentada de que haverá proteção a sua indústria de serviços financeiros. O presidente da França, Nicolas Sarkozy, manifestou-se alegando que a exigência de David Cameron, primeiro-ministro-britânico, é inadmissível.

O objetivo principal dessa união é seguir um mecanismo mais ríspido em relação ao déficit e assegurar a economia em relação crise financeira. Mario Draghi, atual presidente do Banco Central Europeu, afirmou ser uma decisão ímpar e que realmente são necessárias regras orçamentárias mais rígidas, caso os 17 países participantes do bloco almejem superar e ganhar força após os dois anos de agitação do mercado.

Angela Merkel, atual chanceler da Alemanha, afirma que está contente com o rumo das negociações em relação à nova união fiscal e que ainda espera que a Grã-Bretanha volte atrás em sua decisão de não participar do bloco. O acordo foi intitulado de ESM – Mecanismo Europeu de Estabilidade e vigorará a partir de julho de 2012

Por Aline Gomes

2012, Acordo, Economia, Europa

PIB do Brasil – 3º Trimestre de 2011 não apresenta Crescimento

9, dezembro, 2011

Na última terça-feira, 06 de dezembro, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) constatou que o PIB do 3º trimestre de 2011 não teve crescimento em relação ao anterior.

A queda no período de julho a setembro pode ser um reflexo do aumento da taxa de juro de 12,25% para 12,50%, medida tomada pelo Copom para contenção da inflação no meio do ano.

Ainda assim, de acordo com a Fecomércio-SP, o faturamento do comércio subirá 7% em relação ao ano de 2010, o que equivale a R$ 1,15 trilhão.

Para Thais Herédia, colunista do G1, outro fator que pode ter contribuído para essa queda foi o medo dos efeitos da crise europeia no Brasil. O que, naturalmente, deixa investidores mais receosos, acarretando certa desaceleração no processo de crescimento pelo qual o país passa.

Contudo, o governo mantém o objetivo de crescer 3% ainda esse ano.

Para não prejudicar as vendas de natal, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, reduziu o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) da chamada linha branca. A medida vigorará até março de 2012 e busca manter o consumo doméstico do país.

Por Felipe Ogawa

Brasil, Economia, Notícias, PIB